7 de abr de 2011

Em sua Catequese, Bento XVI fala sobre Santa Teresinha do Menino Jesus


Na Audiência Geral de ontem, o Papa Bento XVI falou sobre Santa Teresa do Menino Jesus, que com sua vida mostrou que para alcançar a plenitude do Amor, a Deus, é necessário fazer-se pequeno com humildade, procurando o Senhor nas Escrituras e na Eucaristia, para doar a vida por outros.

O Papa recordou aos presentes que a santa "viveu neste mundo somente 24 anos, ao final do século XIX, conduzindo uma vida muito simples e escondida, mas que, após a morte e a publicação dos seus escritos, tornou-se uma das santas mais conhecidas e amadas".

"A "pequena Teresa" nunca deixou de ajudar as almas mais simples, os pequenos, os pobres e os sofredores que a ela rezam, mas também iluminou toda a Igreja com a sua profunda doutrina espiritual, a tal ponto que o Venerável Papa João Paulo II, em 1997, desejou dar-lhe o título de Doutora da Igreja, em acréscimo àquele de Padroeira das Missões, já atribuído por Pio XI em 1939. O meu amado Predecessor a definiu perita da “scientia amoris” (ciência do amor).

"Essa ciência, que vê resplandecer no amor toda a verdade da fé, Teresa a expressa principalmente na narração da sua vida, publicado um ano após sua morte sob o título História de uma alma".

"Com Maria ao lado da Cruz de Jesus, Teresa viveu a fé mais heróica, como luz nas trevas que invadem sua alma. A Carmelita tem consciência de viver essa grande prova pela salvação de todos os ateus do mundo moderno, chamados por ela de "irmãos", disse o Papa.
"Nesse contexto de sofrimento, vivendo o maior amor nas pequenas coisas da vida cotidiana, a santa leva a cumprimento a sua vocação de ser o Amor no coração da Igreja".

Teresa morreu na tarde de 30 de setembro de 1897, dizendo as simples palavras: "Meu Deus, eu vos amo!".

"Essas últimas palavras da Santa são a chave de toda a sua doutrina, da sua interpretação do Evangelho. O ato de amor, expresso no seu último suspiro, era como o contínuo respiro da sua alma, como o batimento do seu coração. As simples palavras "Jesus, Te amo" estão ao centro de todos os seus escritos".

Teresa é um dos "pequenos" do Evangelho que se deixam conduzir por Deus na profundidade do seu Mistério. Uma guia para todos, sobretudo para aqueles que, no Povo de Deus, desempenham o ministério de teólogos. Com a humildade e caridade, a fé e a esperança, Teresa entra continuamente no coração da Sagrada Escritura que contém o Mistério de Cristo", afirmou o Papa.

"E tal leitura da Bíblia, nutrida pela ciência do amor, não se opõe à ciência acadêmica. A ciência dos santos, de fato, da qual ela mesma fala na última página da História de uma alma, é a ciência mais alta".

"Confiança e Amor" são, portanto, o ponto final da narrativa da sua vida, duas palavras que, como faróis, iluminaram todo o seu caminho de santidade, para poder guiar os outros na "pequena via da confiança e do amor", da infância espiritual ".

"Confiança como aquela da criança que se abandona nas mãos de Deus, inseparável do compromisso forte e radical do verdadeiro amor, que é dom total de si, para sempre, como diz a Santa contemplando Maria: "Amar é dar tudo, é dar a si mesmo"", concluiu o Santo Padre.

2 comentários:

  1. "Confiança e Amor"... realmente Santa Teresinha chegou ao cume da Santidade através de seu ardente Amor e de sua terna confiança a Nosso Senhor Jesus Cristo!

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  2. Isso mesmo, Tadeu. Como o Papa nos lembrou, o caminho da infância espiritual se resume nisso: confiança de uma criança nas mãos de Deus e a entrega total do nosso amor a Ele.

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