21 de mar de 2011

Jesus é a única e verdadeira morada do cristão


No Ângelus deste domingo o Papa Bento XVI afirmou que o mistério da Transfiguração de Cristo é a revelação de sua própria divindade e que só Ele é a única verdadeira morada do cristão.

O Papa Agradeceu ao Senhor pelos seus exercícios espirituais e também a quantos estiveram próximos com a oração.

Refletindo sobre o Evangelho da Transfiguração do Senhor, Bento XVI disse que: "segundo os sentidos, a luz do sol é a mais intensa que se conhece na natureza, mas segundo o espírito, os discípulos viram, por um breve tempo, um esplendor ainda mais intenso, o da glória divina de Jesus, que ilumina toda a história da salvação".

Citando a São Máximo Confessor, o Santo Padre indicou que "os vestidos mudando sua cor ao branco, levam o símbolo das palavras da Sagrada Escritura, que se tornam claras, transparentes e luminosas".

"Moisés e Elias, que aparecem junto a Jesus transfigurado, são figura da Lei e dos Profetas. Foi então que Pedro exclamou: 'Senhor, que bonito é estar aqui. Façamos três tendas, uma para ti, uma para Moisés, e uma para Elias'. Mas Santo Agostinho comenta que nós temos uma só morada: Cristo; Ele é a Palavra de Deus, Palavra de Deus na Lei, Palavra de Deus nos Profetas".

"A transfiguração -continuou- não é uma mudança de Jesus, mas a revelação de sua divindade, 'a íntima compenetração de seu ser com Deus, que se torna pura luz. Em seu ser um com o Pai, Jesus mesmo é Luz da Luz'".

Mais adiante ressaltou que "contemplando a divindade do Senhor, Pedro, Tiago e João, são preparados para confrontar o escândalo da cruz. 'No monte te transfiguraste e teus discípulos, dentro de sua capacidade, contemplaram sua glória, para que, ao verte crucificado, compreendessem que sua paixão era voluntária e anunciassem ao mundo que tu és verdadeiramente o esplendor do Pai".

"Participemos também nós desta visão e deste dom sobrenatural, dando lugar à oração e à escuta da Palavra de Deus, especialmente neste tempo de Quaresma".

"Exorto-vos, como escreve o Servo de Deus Paulo VI, 'a responder ao preceito divino da penitência com atos voluntários, além das renúncias impostas pelo peso da vida cotidiana'", concluiu o Papa.

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